quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Luciana?!


Sou eu! Estou aqui! E ainda adorando escrever. Mas estava sem "saco", sem ânimo, sem nenhum entusiasmo para pegar na caneta. Sim, sim, isso mesmo: pegar na caneta. Porque nunca, nunquinha escrevo direto no computador. Eu adoro desenhar as minhas letras, rasurar, rabiscar, manchar o papel. Computador só depois do ponto final à caneta. Não que eu tema o teclado ou coisa parecida, até porque até curso de digitação eu já fiz. Bom, quero dizer, "curso de digitação" é uma maneira atualizadíssima de falar, porque o que eu fiz na verdade foi um curso de "datilografia". Creia! Curso de datilografia!!! Coisas de Raul - meu pai. Pois é, eu vivi essa experiência exótica. Eu tinha uns oito ou nove anos, já bastante miope, usava óculos imensos - "fundo de garrafa" -, que só não eram maiores do que aquele trambolho pré-histórico e pesado que minhas mãozinhas infantis mal conseguiam alcançar. A instrutora tinha uns 160 anos, mau hálito e voz esganiçada. Uma tortura! Eu não diria que foi uma experiência necessária, mas Raul entedia aquilo como algo fundamental para meu desenvolvimento. Caneta, teclado, sei não... Aí só Freud para explicar direitinho...

3 comentários:

terraquea disse...

é que seu pai, do alto de sua sapiência quase premonitória, sabia que você seria uma escritora da porra. (muito) melhor que seu irmão mais velho. sim, o míope! ;)

Bernardo Guimarães disse...

minha filha, ninguem me convence que seu pai não é doido! acho que vem daí sim, sua dificuldade em ir direto aos teclados! datilografia, pois sim, ele queria que depois vc fizesse corte e costura e forno e fogão. pra cuidar dele na caduquice...
bj.

Mônica disse...

Tio Raul é uma figura ímpar! :D