sexta-feira, 13 de abril de 2012

"Démodé"


Eu me sinto tão cafona... Me adapto apenas razoavelmente aos largos passos da tecnologia. O rápido, o ágil, o prático do high-tech me aborrecem! Da internet eu gosto bastante por favorecer a comunicação. Portanto, gosto tanto do Facebook, MSN, Skype, e-mail, quanto gosto de telefone, carta, bilhete, mímica, porque gosto mesmo é de me comunicar. Gosto da troca de palavras, da troca de sinais, de perceber o outro, exprimir meus devaneios e opiniões, me exibir. Gosto, peculiarmente, da privacidade da internet. Isso mesmo: privacidade. Posso flertar teclando, mesmo com o cabelo preso de qualquer jeito, vestindo um camisão puído e devorando um sanduiche sem o mínimo de "sex appeal". Gosto da privacidade de "estar" e declarar-me "ausente", de bisbilhotar a vida de quem me interessa sem que a pessoa possa sequer desconfiar disso. Contudo, gosto ainda mais da presença real, do palpável, do som de cada palavra, dos desenhos dos gestos. Acho super chiques essas maquininhas portáteis, cada vez mais modernas e menores, porém me interesso muito pouco por elas. Sou mesmo uma cafona.

Um comentário:

Caio Braga Santana Cerqueira disse...

Me identifiquei com isso, sabia?! Uma das piores coisas da vida é o fato de não termos controle sobre o que pensam sobre nós, sobre o que dizem sobre nós. As pessoas estão sempre fazendo leituras de nós e sobre as situações nas quais estamos envolvidos, muitas vezes sem um porquê compreensível, muitas vezes sem nem saber. Daí vem o "disse-me-disse", o "fiquei sabendo que...", enfim... É isso. A gente não tem controle sobre a "verdade" que as pessoas veem (e propagam). É uma merda isso, né?! Faço meu o seu "desabafo"!