sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Primípara.


Primípara: "Diz-se da fêmea que tem o primeiro parto."

Essa sou eu. Desde muito antes de imaginar que teria um filho, eu achava que a gravidez era um sonho, um conto de fadas. Mas, puxa vida!, não é bem assim! Primeiro demora-se um tantinho - quase um tantão - para "cair a ficha" de que há uma pessoinha dentro do seu corpo. Daí quando "a ficha cai" parece que um caixote imenso cheio de medos e preocupações é posto sob seus olhos. Na sequência, num banho qualquer, você leva um susto quando passa o sabonete na barriga e se dá conta do volume que apareceu ali. E parece que durante toda a gestação nunca dá para acostumar-se com essa barriga que fica mais e mais saliente. Mais saliente e incovenientemente pesada, a coluna dói, dói muito, dá vontade de chorar. Sim, é verdade, chora-se por tudo. Grita-se por tudo também. Às vezes receio desidratar de tanto que choro. Eu tinha a falsa impressão que a gravidez só deixava a mamãe "relax" e felizinha, mas na verdade é como uma TPM triplicada! Coisinhas me deixam com raiva, com mais raiva e mais raiva. Um obstetra me tranquilizou: "Agora você não é mais você, seus hormônios estão descompensados, você está à flor da pele, chorar muito e sentir tanta raiva é natural nesse momento". Ufa! Assim posso me sentir menos maluca!

Um comentário:

Satyagraha with Robertinho disse...

Você é infinitamente linda, mesmo chorando, mesmo com dor na coluna. E quando tudo isto passar, você ficara igualmente linda, porque não se há mais intervalo no continuum que a faça ser mais linda do que já é.